segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Rondonópolis - Paranaíba - Curitiba - Rio do Sul

Amigos;

  Em Rondonópolis,depois de muita procura conseguimos achar as cruzetas para a 110. O serviço foi terminado ao meio-dia e após isto seguimos viagem. Queríamos chegar em Araçatuba, mas perto de Paranaíba decidimos ficar por lá pois a noite já estava caindo e todos estavam cansados. Passamos a virada de ano em Paranaíba - MT. Pela manhã seguimos viagem sem nenhuma intercorrência até Curitiba, chegamos lá por volta das 20 hs. Eu tinha que ficar por lá, pois no domingo a Luana chegaria de avião e iríamos vir juntos pra Rio do Sul. O Jr e o pai apesar do cansaço, resolveram seguir mais 300 km até Rio do Sul.
  Esses deslocamentos desde Rondonópolis não tem muito o que contar, então vou fazer as considerações finais em relação à expedição para que sirva no planejamento para outros.

LAMA:
 
  Nas estradas gerais, a Br 163 está bem melhor para encontrar lama em relação à Br-230 e à Br-319.
  •   A 319 o pessoal da Embratel faz a manutenção da estrada, talvez com muita chuva os desvios das pontes possam servir como atoleiros. Os maiores obstáculos foram os buracos e as pontes precárias.
  • A 230 está muito boa na maior parte do trajeto, no trecho entre Humaitá e um pouco pra frente do Km 180 se chover bastante pode ser que apareça uma laminha legal, mas o resto dela pode-se andar tranquilamente  80 - 100 km/h
  • A 163 está em fase de obras. Com pouca chuva agora quando passamos já serviu para carros pequenos e caminhões atolarem, isso agora que estava bem seco. Na época das chuvas fortes a brincadeira ali promete. Quem quiser lama forte é só fazer a estrada vicinal que liga Itaituba no km 11 da 230 para Trairão. è uma estrada municipal que foi recém aberta, barro cru sem cascalho ou patrola. Caso estiver chovendo bastante tem que ir bem preparado, pois tem subidas e descidas bem fortes. Passa no meio de áreas que estão tirando madeira com esteiras e tratores, então o terreno está bom para patinar. Em Moraes de Almeida - PA tem a Transgarimpeira, uma estrada que leva aos garimpos da região, não fizemos mas o pessoal de lá disse que se chover é loucura passar lá. Porém não tem saída, tem que sair de Moraes de Almeida e voltar.
  • A estrada/rodovia do estanho fizemos sem problemas, mas estava muito seco. Com muita chuva a brincadeira lá é certa. Parece que o trecho entre Quatá e Colniza também é interessante, foi o que falaram lá , mas não chegamos a fazer.

  VIATURAS

  • o que mais sofreu nesta expedição foi a suspensão. Levar amortecedores e buchas reservas é muito importante. Combustível reserva, filtros de combustível, filtro de ar também foram fundamentais. Levar mais que um estepe não há necessidade. Fomos todos com pneus Muds, mais que isso não tem necessidade. No mais só as cruzetas da minha que estragaram , mas devem ter saído para expedição já pela boa, das outras viaturas não houve necessidade de trocar.

  Bom , acho que é isso. Caso alguém queria alguma informação mais detalhada é só entrar em contato. Nos próximos dias posto mais fotos e videos.
  Queremos agradecer à todos de alguma forma nos ajudaram nesta expedição e que acompanharam este blog. Ao pessoal do MAO4x4 que são 100%, aos amigos que fizemos durante o trajeto e ao pessoal aqui de Rio do Sul que nos acompanharam pelo blog durante estes dias.

Grande abraço à todos;


Alex


 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

30/12 - Cuiabá - Poconé - Rondonópolis

   O dia em Cuiabá foi para fazer a revisão das viaturas. Na minha foi trocado o retentor do pinhão do diferencial traseiro, engraxado cruzetas e travado o miolo viscoso da hélice do motor. Na do pai foram trocadas as mangueiras do ar quente, por sinal foi bem difícil pra encontrar. Na do Jr engraxado cruzetas e trocado fusível de 100 A.
   Depois de toda essa função , saímos de Cuiabá por volta das 17 hs com destino Poconé. Dormimos em Poconé para hoje bem cedinho sair para fazer a Transpantaneira e seguir até onde a gente conseguisse. Foí ai que aconteceu a maior decepção dessa expedição. O plano era sair de Poconé, ir até Porto Jofre e de lá sentido Aquidauana até onde conseguissemos. No dia anterior em Cuiabá conversamos com muitas pessoas para sondar como estava a Transpantaneira e tudo certo. Quando chegamos em Porto Jofre encontramos o rio, o que já era esperado. Só não era esperado não ter balsa e tampouco estrada para seguir adiante. Achamos uns moradores locais e falaram que para cruzar o rio, era necessário pedir autorização para o dono da fazenda do outro lado. Caso ele autorizasse, pegariam a balsa para levar a gente pro outro lado e poderíamos cruzar a fazenda. Detalhe: o dono é um americano e estava em Nova York. Se conseguíssemos autorização dele, poderíamos cruzar a fazendinha dele de 17 mil hectares... pelas contas dos funcionários do Hotel Porto Jofre, iríamos levar pelo menos uns dois dias para chegar em Coxim. Resolvemos fazer novamente os 140 kms para Poconé, voltar para cuiabá e fazer o mesmo caminho que usamos para chegar em Cuiabá.
   Chegando em Cuiabá escutei um barulho na parte de baixo da minha Land. Essa foi fácil de resolver, foi só aumentar o volume do rádio bem alto... Porém, depois de uns 50 km começou a vibrar a viatura, aí não teve jeito, paramos numa rampa e achamos o problema, cruzeta do cardã dianteiro. Sempre que saímos para viajar, aparece aquela sensação de que esquecemos algo. Até então não tínhamos descoberto o que era. Cheguei até a pedir pro Seu Polenguinho , ia dar os 3 pulinhos e tudo mais , mas nada de achar as benditas cruzetas. Resolvemos então tirar o cardã dianteiro e seguir viagem.
   Depois de uns 10 km nova orquestra embaixo da Land. Agora era a cruzeta  do cardã traseiro. Apenas engraxamos ela e tocamos mais os 110 km restantes. Amanhã vamos ver o que faremos, não sabemos se vão abrir as lojas amanhã. Caso não abrirem vamos dar o famoso jeitinho pra seguir viagem.



tirando o cardã dianteiro

conferindo a cruzeta ruim



cochilada na estrada




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vendo se vai chover


  Esqueci de contar dos jipeiros de araque que encontramos em Poconé. Quando voltamos da Transpantaneira paramos no primeiro posto para abastecer. Logo em seguida chegou um grupo de 5 jipes, tinham Trollers e Pajero Sport. Muito educado, o cara que estava de zequinha do Troller ( a mulher dele que estava dirigindo ) desceu e sem dizer um oi ou um boa tarde, foi perguntando: - Onde tem lugar pra comer por aqui? Aí o Jr disse que não sabia. Sem ninguém perguntar nada, ele foi dizendo que estavam indo pra Porto Jofre e que não tinha estrada ruim pra eles, pois eram jipeiros!!!   Coitado dele, depois que vi que o Troller deles tinha farol de Xenon e tela de Dvd percebi que muito provavelmente ele não sabia nem onde fica a roda livre do jipe dele. O negócio dele é comprar um carro, rebaixar, colocar rodona, sonzão, neons e ir para um posto abrir o porta mala para ficar parado do lado do carro com o som bem alto. Acho que assim ele seria feliz. Deixa ele encontrar com o Seu Limão um dia que ele vai aprender a se comportar rapidinho!
   Bom pessoal, acho que foi isso. Estamos voltando pra casa. A saudade já está grande, o Chicão está me ligando todo dia! Amanhã provavelmente iremos até Marília ou alguma cidade próxima.

Grande abraço à todos!!

Alex  

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

26,27,28/12 Itaituba - Cuiabá





















Buenas,


Tivemos os últimos três dias bem agitados na estrada. Saímos cedo de Itaituba em direção à Uruará, mas poucos quilômetros após a balsa mudamos todo os planos.

Ainda perto de Itaituba, o Alex percebeu uma nuvem de fumaça saindo do jipe do Dr. Camacho e pediu para ele parar. A nuvem de fumaça era vapor de água, era a outra mangueira que vai ao radiador do ar quente que simplesmente se partiu. Isolamos as mangueiras com um "jump" direto e continuamos. No dia anterior já tinhamos decidido a trocar essas mangueiras assim que encontrassemos uma cidade, mas não deu tempo e por muita sorte, o Alex percebeu em tempo. Se tivesse fervido o motor a seco, provavelmente era junta e cabeçote que teriam ido embora.

Enquanto estavamos fuçando no motor, uma Land Cruiser Toyota de argentinos parou para pedir informações. Eles, pai e dois filhos, que estavam viajando de Buenos Aires até a Venezuela e retornariam pelo Equador e Chile. Uma pena que não temos estas Land Cruisers aqui no Brasil, um senhor 4x4 para expedições, toda equipada com barraca de teto e vários outros aparatos para expedicionários. Gostei mesmo do que vi na Land Cruiser, talvez ponha ela na lista dos meus sonhos de consumo automotivo, que já tem a VW Kombi Karmann Ghia Safari e a restauração de dois ícones, uma GM Caravan SS 250 e a Willys Rural. Bom, eles estavam vindo de Uruará e nos disseram que a Trans-Uruará está uma beleza, encontraram um monte de máquinas preparando a estrada pra época das chuvas que já começou. Destino abortado.
Ainda enquanto estavamos acabando de arrumar as mangueiras, parou uma Hilux branca com placa de Braço do Norte - SC, chegava nela o nosso novo guia local, o Irineu. Ele nos tirou do "city tour" que estavamos e nos levou pra conhecer alguns lugares e estradas que ele conhecia. Cruzamos áreas de desmatamento, no meio da floresta. Realmente por aqui, quem desmata mesmo, são os pecuaristas e não as madereiras. O negócio é derrubar e tocar fogo em tudo, nós vimos muita madeira queimando, até mesmo Ipês e outras árvores nobres. Paramos para comer um Tambaqui assado na localidade de São Luiz do Tapajós, preparado na hora," especial de primeira". Fica aqui os nossos agradecimentos para essa figura fantástica, o Irineu Richter, que praticamente perdeu o dia nos guiando pela região.

Acabamos saindo na localidade de Trairão- PA, paramos e decidimos que caminho seguir. Minha sugestão foi seguir pela BR-163 e ver de perto a região onde passou o Camel Trophy Amazon no ano de 1989, queria ver a Serra do Cachimbo e outras rotas que eu assistia em DVDs. Surpresa foi ver que a estrada estava bem pior que a Transamazônica, muita lama mesmo, sem atoleiros pros jipes, mas que comlicavam em muito a vida de caminhoneiros e carros pequenos. Ajudamos uma carreta e quatro carros pequenos em dificuldade. Seguindo viagem encontramos na BR uma comitiva, uma mar de bois! segundo um dos peões tinham 1600 cabeças, os jipes sumiram no meio dos bois. Dormimos em Moraes de Almeida,PA no único hotel da localidade.

No hotel enquanto tomava um chimarrãozinho na varanda, se aproximou um senhor de idade que eu cumprimentei. Ele não me disse nem sequer oi, mas me perguntou " O jovem acredita em Deus..." e dali nasceu uma das conversas mais esotéricas e loucas que já tive com alguém. Já tinhamos encontrado o Jorge, venezuelano místico que me deixou quase 1Gb de material no meu computador, e agora mais essa enciclopédia de conhecimentos. Ele também estava de passagem, e seguia para um encontro na região do Sajama, na região fronteiriça entre Arica no Chile e Bolívia, região que tive a felicidade de conhecer no ano de 2001 em uma viagem com amigos. Ele se chamava Paulo, me contou rapidinho sobre a vida dele, de comerciante na cidade de São Paulo a cidadão do mundo. Conversar com o mestre foi muito bom, não teve assunto de meu interesse que eu levantava e ele não me ajudasse um pouquinho, Evangelhos Apócrifos, Livro de Urantia, Apolônio de Tiana..., fiquei maravilhado em encontrar uma pessoa tão erudita numa figura tão simples, viajando de carona pela Amazônia.

Pegamos a estrada cedo com destino a Sinop-MT, numa tocada bem tranquila, não tem o que não bate mais dentro do Murcilha, minhas janelinhas traseiras batendo, um grilo apareceu no painel e por aí vai. Depois do Cat Stevens e do Bob Dylan, quando começava a sessão MPB com Kleiton e Kledir, João Gilberto e Tom Jobim o meu rádio parou! Não preciso de ar-condicionado, vidro elétricos ou outros botões, mas sem um bom som fica difícil, perdemos quase 2 horas até encontrar o responsável.

A Serra do Cachimbo apareceu e trouxe minhas lembranças dos vídeos do Camel Trophy Amazon. Paramos em Guarantã do Norte para abastecer e lá apareceu a F-75 mais "do mal" que eu já vi, motor MWM 6 canecos da F-250, diferenciais traseiros da F-250, pontas de eixo de aminhão mercedes, guincho hidráulico, tudo adaptado pelo proprietário que é torneiro mecânico e gosta de um off-road mais radical.
Dormimos em Sinop no hotel Chalé Italiano, acordamos um pouco mais tarde, um baita café e chegamos no final da tarde em Cuiabá. Amanhã dia para dar uma geral nos jipes, vamos procurar um bom mecânico, já tem uma listinha pronta do que precisa ser visto.

Vamos seguir pela Trans-Pantaneira, amanhã dormiremos em Poconé... tá na hora de começar a voltar para casa. A saudade dos meus filhotes começa a me sufocar..., mas paciência, são só alguns anos até eles terem idade para acompanhar o pai. Tenho que começar a poupança da futura 110 pra levar todos....

abraços,

Walter

sábado, 25 de dezembro de 2010

25/12 Humaitá - Jacareacanga - Itaituba

Amigos;

   Saímos de Humaitá por volta das 8 da manhã, pegamos a balsa e seguimos com destino à Jacareacanga ou Colniza, não sabíamos ainda para onde iríamos. Só decidimos seguir pra Jacareacanga quando chegamos no Km 150 e conversamos com o pessoal de lá. Falaram-nos que a estrada entre Quatá e Colniza estava boa, pois tinham passado uma patrola e colocado cascalho há pouco tempo, então preferimos seguir adiante e fazer a 230 para cima.
   No caminho pra Jacareacanga, passamos por Apuí. Paramos pra abastecer e fazer um lanche pois já era umas 15 hs e não tínhamos almoçado. Na lanchonete encontramos mais uma figura rara, pra  juntar com o Papai Noel Chacrinha e com o cara da moto. O nome dele é Jorge, venezuelano. Merece um parágrafo só pra ele...
cruzando o rio Aripuanã

cobrinha atropelada

Jorge convencendo o Jr a ficar olhando para o Sol

mangueira do ar quente lacerada

tentativa frustada de ocluir o buraco do bujão

agora sim!

amortecedor do Jr quebrou

o pai ajudando a tartaruga a atravessar a Transamazonica

encontro dos rios em Manaus

Hotel da Dona Mocinha, vale a pena!

rapaziada do roraima 4x4

Jr trocando amortecedor

entrega de presentes de Natal para as crianças na beira do rio Tapajós


   Quando eu estava comendo meu pastel de carne, notei que tinha um senhor na mesa do lado e só ficava me fitando. Chapéuzinho, barba branca, quieto na mesa ao lado. Cheguei a pensar em oferecer um pedaço do meu pastel, mas antes disso ele olhou para os jipes e me perguntou se estávamos passeando. Depois das devidas explicações, que por sinal já foram algumas, ele contou o que estava fazendo ali. Alguém já ouviu algo sobre o ano de 2012? Pois é, o Jorge está vindo da Venezuela a caminho da Bolívia para se preparar para o 2012. Segundo ele, já faz 52 dias que ele só se alimenta da energia do Sol. Eu disse "do" Sol e não "da " Sol, deve ter gente já pensando que o cara só toma cerveja.. Inclusive explicou a técnica: no nascer do Sol, nos primeiros 30 minutos deve-se ficar olhando diretamente para o Sol. O processo de transição não se dá de uma hora para outra, mas com o tempo a pessoa perde a vontade de comer, pois as todas as células do corpo passam adquirir energia do Sol. Ele tem um amigo que está já há 2 anos e meio sem comer nada. Água é necessário e muita!  Segundo ele, no ano de 2012 haverá grandes catástrofes, guerras. A agricultura sofrerá muito, pouca comida restará! O Jorge está reunindo um material para escrever um livro e esse material é o dinheiro dele. Ele saiu da Venezuela sem dinheiro, quando consegue um favor, como uma carona ou água, entrega um cd com o estudo que ele está fazendo. No nosso caso ele tinha um pen drive e passamos direto para o computador. Ele não queria, mas o pai deu 20 reais pra ele. Ele di,msse que vai fazer um site com o nome La Tierra Piensa, mas ainda não está pronto. Cada um pensa o que quiser, será que ele é doido ou um gênio? 2012 realmente vai ser isso que dizem?  Fiquei com algumas dúvidas, mas não deu tempo para perguntar para ele, por exemplo: se for um dia chuvoso, como que faz para se alimentar do Sol? Catarata, maculopatias, Pterígeo, isso não tem problema ao ficar olhando para o Sol? Quem já é cego como que faz? Caso receber energia a mais, qual a forma de liberar o excedente? Ia ter muita gente iluminando o quarto a noite toda enquanto dorme...  O governo poderia contratar o Jorge e aplicar o método dele nos presídios. Imaginem só a grana que se economizaria com comida! Era só colocar aquele bando de vagabundos para ficar olhando o Sol bem cedinho, se não olhar vai pra solitária! Só não pode esquecer de cortar a comida..  Bom, isso é assunto para se discutir por  alguns dias, vamos pra frente.
   Demos boa sorte para aventura do Jorge e seguimos com a nossa. A Transamazonica que passamos não tem nada daqueles atoleiros intermináveis, pelo menos por agora. Na maior parte da viagem rodamos na faixa entre 80 e 90 km/h , só se diminuía por causa dos buracos ou pontes. O Jr teve um amortecedor quebrado. O que percebemos é que mesmo com uma chuva forte, a estrada seca muito rápido. Talvez algumas semanas de chuvas fortes possam criar uns atoleirinhos que nem a gente gosta.
   Chegamos em Jacareacangá por volta das 19 hs, procuramos algum hotel legal no centro mas não achamos. Porém , tem um na entrada da cidade anexo à um posto de combustível. Hotel limpo, com ar split, frigobar, nos supreendemos pois já tínhamos visto os outros e esperávamos coisa bem pior.
   Hoje saímos cedo de Jacaré e o objetivo era Itaituba, mas depois de uns 200 km paramos para tomar uma água e o pai foi olhar a água do radiador e notou que tinha um chiado de ar escapando. Fomos procurar e achamos a mangueira que vai para o ar quente lacerada. Abrimos os bujões para retirar o ar do sistema e quando eu fui fechar o bujão que tem encima do radiador consegui estragar o bujão, já estava meio baleado mas dei um jeito de acabar com ele de vez. Depois de várias tentativas frustadas para fechar o buraco do bujão encontramos a solução com um frasco de repelente pra mosquito. Conseguimos fechar a rosca do bujão e caso algum mosquito queira visitar o sistema de arrefecimento da Land do pai vai se dar mal.
   Estamos no hotel Apiacás, hotel bacana pelo jeito parece ser o melhor aqui em Itaituba. Pelo menos tem garagem. Amanhã não sabemos pra onde vamos, como não estamos achando lama de jeito nenhum, existe a possibilidade de irmos fazer a Transpantaneira e dar uma pescada por lá. Por enquanto não encontramos a tão sonhada lama dessa região, talvez só mesmo por fevereiro ou abril, mas a viagem esta valendo a pena cada kilometro rodado! Caso tenha erros na ortografia, por favor desculpem-me desde já.
   Feliz Natal à todos!!!!

Alex

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Manaus - Humaitá


























Mais Fotos,

21/22/23 -12 Manaus- Humaitá















Buenas pessoal,
Vou fazer um resumo dos últimos 3 dias de viagem. Estamos nesse momento em Humaitá, desistimos de pegar a balsa e voltamos rodando. Mas voltando ao resumo...
Terça feira foi dia de manutenção e de descanso .Realizado troca de óleos,filtros e engraxamento.Quanto a manutenção , tivemos as seguintes intercorrências:
Defender 110 – Alex
Troca da válvula termostática.
Diferencial traseiro, que estava babando óleo, foi aberto siliconado e trocado o óleo.
Quebra e troca do amortecedor traseiro esquerdo.

Defender 90 – Dr. Camacho
Vazamento pelo retentor do motor.
Troca do filtro de Combustível.

Defender 90 Murcilha – Walter
Troca do filtro de combustível.
Mal contato do conector do arranque, não queria ligar, mas depois de um apertãozinho, tudo normal.


Como choveu muito desde que chegamos em Manaus, decidimos retornar pela BR-319. Apesar de ser muito cansativa,pensamos que mais valeria um dia ruim dentro do jipe, do que ficar preso dentro de uma balsa.

Na segunda feira a noite, fomos convidados a participar da reunião do Jeep Clube de Manaus- MAO, fomos muito bem recebidos por todos. Agradecimentos em especial ao presidente Dr. Herbert Lima e aos demais que em muito contribuíram para a nossa expedição, Cleomano, Francisco, Alfredo, Wotton, Tony e os demais.
Conhecemos também na janta, o Rodrigo e a sua esposa que recém chegaram em Manaus, um casal nota 10 que decidiram se mudar de Campinas para Manaus.Vieram rodando com uma Nissan Frontier trazendo junto três cachorros na caçamba. Desejamos toda felicidade ao bebê que começou cedo no off-road e acompanhou os pais na barriga da mamãe.

Na terça feira de manhã decidimos retornar por estrada, saímos de Manaus às 13h, e fomos até a balsa do rio Igapó-Açu, onde pernoitamos. Ficamos hospedados na pousada Beira Rio, a simplicidade da pousada é compensada facilmente com a hospitalidade e o peixinho da Dona Mocinha.O gerador de luz funciona até às 10h da noite e depois disso é muito agradável escutar todo a "sinfonia" da mata que circunda o local.(fotos em anexo do local)

O retorno foi tranquilo, já sabiamos o que esperar e aproveitamos para brincar um pouquinho nos desvios de pontes. Encontramos no caminho o pessoal muito gente boa do jeep clube de Roraima, que parou para trocarmos umas idéias e ainda nos convidaram para conhecer Roraima e a famosa Serra do Sol.

Chegamos em Humaitá no ínicio da noite, e amanhã seguimos em direçao à Transamazônica até Jacareacanga.

Nesses dias de descanso, sobrou tempo para ficar pensando em como chegamos até aqui. O melhor de tudo nesses dias, foi curtir e aproximar essa relação de pai, filhos e irmãos. Acampando, cozinhando, rindo, contando histórias, relembrando outras. Apesar de trabalharmos juntos, cada um acaba tendo sua vida, família e afazeres que acabam nos privando desses momentos. Acabamos tendo de volta esses momentos na direção de um jipe, um Land Defender.

Acho que nem em meus melhores pensamentos, imaginaria um dia estar com meu pai e meu irmão no meio da Amazônia de jipe, procurando lama. Lembranças de infância quando meu pai ia ao sítio, na época o acesso era difícil e íamos em uma F-75 com carroceria boiadeira para lá, eramos em cinco dentro daquela cabine e volta e meia tinhamos que ir a pé chamar o trator... Que eu também possa proporcionar aos meus filhos tantas histórias e memórias boas de infância, e quem sabe em um dia próximo ter eles juntos, em viagens inesquecíveis como esta.

Quando criança, já tinha nascido com a sementinha plantada, eu gostava muito de ver o filme Os Deuses devem estar loucos so para ver o meu astro principal, um Serie I. Aos 12 anos de idade, em uma viagem para Curitiba, meu pai me presenteou com um livro sobre jipes que ele achou numa livraria que tinha o título de Aventuras no Camel Trophy – Dois brasileiros no inferno de Bornéu, não foram poucas as vezes que eu li o livro, e dali pra frente se fixou a idéia de ter um Land Rover.

Ter um Defender vai além da compreensão, não é nada racional, é sobretudo emocional. Já tive paixão e ódio. Já tive alguns momentos de estar decidido a desistir do Defender e comprar outro 4x4, como uma quase indestrutível Toyota por exemplo. Cheguei a andar com Wrangler, Troller, Hilux,Pajerinho e me falaram de potência, tecnologia etc... mas nenhum deles conseguia trazer de volta aquela sensação de dirigir um Defender. O Toyota Bandeirante que me trazia um pouco disso, mas mesmo assim faltavam “sensações”.

O Defender tinha se tornado,sem eu perceber, um hobbye, uma diversão, uma preocupação, um estilo de vida, meu psicanalista, e então tive que aceitar que não dava mais para ficar longe.

Antes de ter o Defender, acho que eu nem sabia que existia bomba de vácuo, nunca havia dirigido qualquer veículo, olhando mais para o relógio de temperatura do que o velocímetro ou achar quase que normal entrar água pelo teto. Nunca tinha desmontado todo um interior de um veiculo para ficar “ vedando” falhas (buracos), abrindo painel para colocar um rele, passar noites trocando parafusos oxidados das portas e capô,ou navegar pela internet, por toda Inglaterra, procurando peças e acessórios. Ficar lendo nas horas de lazer os manuais workshop sobre o Defender ou passar, literalmente, horas conversando com outros proprietários sobre histórias e/ou dicas. Sentir um estranho desconforto em ver um Defender ou um Série jogado em um depósito ou em péssimas condicões. Convencer a companheira a viajar de jipe e deixar o automóvel na garagem, mesmo sendo este mais rápido, mais silêncioso e mais confortável. Tudo isso resumido com o prazer de estar na estrada dirigindo com o bração pra fora e o sorriso de guri novo com o brinquedo, e ver de longe outro Defender e com um singelo sinal de luz, ser cumprimentado por alguém que entende um pouco mais essa sensação.

Abraco

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

20/12 - Manaus


adesivo do nosso Jeep Clube no restaurante do Km 180 da Transamazônica
  Pessoal;

   Hoje o dia foi tranquilo, apenas lavamos as viaturas e estudamos a ida para Santarém. Ainda não decidimos por onde seguiremos para chegar em Santarém, porém antes de quarta-feira não saímos daqui.
   Coloquei mais fotos e o nosso roteiro até aqui, este feito pelo nosso amigo Luis Carlos Ostermann. Por sinal, nem pedi pra ele pra colocar essa foto mas acho que ele não ia se importar..né Sr. Liga..??
   Por hoje é isso, amanhã vamos revisar as viaturas.

grande abraço à todos;

Alex


ponte caindo. O Jr passou bem, quando o pai passou começou a cair uns paus da ponte e achei melhor passar por baixo.

na hora deu medo só de ver...graças à Deus os dois passaram bem

a ponte estava para cair, essas horas já deve ter caído..


ponte que o pai ficou pendurado, tive que passar por baixo

Jr dando uma forcinha pra Band


embarque de passageiros

troca de amortecedor estourado e alongador quebrado 


presentinho de Natal para o nosso passageiro doente e para os 5 irmãos


presentinhos de Natal pra rapaziada da Br-319


gps na 319, uma das poucas vezes à 80 por hora, teve vezes de rodar 3 km só na primeira e segunda


roteiro até Manaus , feito pelo Luis Carlos Ostermann