Buenas pessoal,
Vou fazer um resumo dos últimos 3 dias de viagem. Estamos nesse momento em Humaitá, desistimos de pegar a balsa e voltamos rodando. Mas voltando ao resumo...
Terça feira foi dia de manutenção e de descanso .Realizado troca de óleos,filtros e engraxamento.Quanto a manutenção , tivemos as seguintes intercorrências:
Defender 110 – Alex
Troca da válvula termostática.
Diferencial traseiro, que estava babando óleo, foi aberto siliconado e trocado o óleo.
Quebra e troca do amortecedor traseiro esquerdo.
Defender 90 – Dr. Camacho
Vazamento pelo retentor do motor.
Troca do filtro de Combustível.
Defender 90 Murcilha – Walter
Troca do filtro de combustível.
Mal contato do conector do arranque, não queria ligar, mas depois de um apertãozinho, tudo normal.
Como choveu muito desde que chegamos em Manaus, decidimos retornar pela BR-319. Apesar de ser muito cansativa,pensamos que mais valeria um dia ruim dentro do jipe, do que ficar preso dentro de uma balsa.
Na segunda feira a noite, fomos convidados a participar da reunião do Jeep Clube de Manaus- MAO, fomos muito bem recebidos por todos. Agradecimentos em especial ao presidente Dr. Herbert Lima e aos demais que em muito contribuíram para a nossa expedição, Cleomano, Francisco, Alfredo, Wotton, Tony e os demais.
Conhecemos também na janta, o Rodrigo e a sua esposa que recém chegaram em Manaus, um casal nota 10 que decidiram se mudar de Campinas para Manaus.Vieram rodando com uma Nissan Frontier trazendo junto três cachorros na caçamba. Desejamos toda felicidade ao bebê que começou cedo no off-road e acompanhou os pais na barriga da mamãe.
Na terça feira de manhã decidimos retornar por estrada, saímos de Manaus às 13h, e fomos até a balsa do rio Igapó-Açu, onde pernoitamos. Ficamos hospedados na pousada Beira Rio, a simplicidade da pousada é compensada facilmente com a hospitalidade e o peixinho da Dona Mocinha.O gerador de luz funciona até às 10h da noite e depois disso é muito agradável escutar todo a "sinfonia" da mata que circunda o local.(fotos em anexo do local)
O retorno foi tranquilo, já sabiamos o que esperar e aproveitamos para brincar um pouquinho nos desvios de pontes. Encontramos no caminho o pessoal muito gente boa do jeep clube de Roraima, que parou para trocarmos umas idéias e ainda nos convidaram para conhecer Roraima e a famosa Serra do Sol.
Chegamos em Humaitá no ínicio da noite, e amanhã seguimos em direçao à Transamazônica até Jacareacanga.
Nesses dias de descanso, sobrou tempo para ficar pensando em como chegamos até aqui. O melhor de tudo nesses dias, foi curtir e aproximar essa relação de pai, filhos e irmãos. Acampando, cozinhando, rindo, contando histórias, relembrando outras. Apesar de trabalharmos juntos, cada um acaba tendo sua vida, família e afazeres que acabam nos privando desses momentos. Acabamos tendo de volta esses momentos na direção de um jipe, um Land Defender.
Acho que nem em meus melhores pensamentos, imaginaria um dia estar com meu pai e meu irmão no meio da Amazônia de jipe, procurando lama. Lembranças de infância quando meu pai ia ao sítio, na época o acesso era difícil e íamos em uma F-75 com carroceria boiadeira para lá, eramos em cinco dentro daquela cabine e volta e meia tinhamos que ir a pé chamar o trator... Que eu também possa proporcionar aos meus filhos tantas histórias e memórias boas de infância, e quem sabe em um dia próximo ter eles juntos, em viagens inesquecíveis como esta.
Quando criança, já tinha nascido com a sementinha plantada, eu gostava muito de ver o filme Os Deuses devem estar loucos so para ver o meu astro principal, um Serie I. Aos 12 anos de idade, em uma viagem para Curitiba, meu pai me presenteou com um livro sobre jipes que ele achou numa livraria que tinha o título de Aventuras no Camel Trophy – Dois brasileiros no inferno de Bornéu, não foram poucas as vezes que eu li o livro, e dali pra frente se fixou a idéia de ter um Land Rover.
Ter um Defender vai além da compreensão, não é nada racional, é sobretudo emocional. Já tive paixão e ódio. Já tive alguns momentos de estar decidido a desistir do Defender e comprar outro 4x4, como uma quase indestrutível Toyota por exemplo. Cheguei a andar com Wrangler, Troller, Hilux,Pajerinho e me falaram de potência, tecnologia etc... mas nenhum deles conseguia trazer de volta aquela sensação de dirigir um Defender. O Toyota Bandeirante que me trazia um pouco disso, mas mesmo assim faltavam “sensações”.
O Defender tinha se tornado,sem eu perceber, um hobbye, uma diversão, uma preocupação, um estilo de vida, meu psicanalista, e então tive que aceitar que não dava mais para ficar longe.
Antes de ter o Defender, acho que eu nem sabia que existia bomba de vácuo, nunca havia dirigido qualquer veículo, olhando mais para o relógio de temperatura do que o velocímetro ou achar quase que normal entrar água pelo teto. Nunca tinha desmontado todo um interior de um veiculo para ficar “ vedando” falhas (buracos), abrindo painel para colocar um rele, passar noites trocando parafusos oxidados das portas e capô,ou navegar pela internet, por toda Inglaterra, procurando peças e acessórios. Ficar lendo nas horas de lazer os manuais workshop sobre o Defender ou passar, literalmente, horas conversando com outros proprietários sobre histórias e/ou dicas. Sentir um estranho desconforto em ver um Defender ou um Série jogado em um depósito ou em péssimas condicões. Convencer a companheira a viajar de jipe e deixar o automóvel na garagem, mesmo sendo este mais rápido, mais silêncioso e mais confortável. Tudo isso resumido com o prazer de estar na estrada dirigindo com o bração pra fora e o sorriso de guri novo com o brinquedo, e ver de longe outro Defender e com um singelo sinal de luz, ser cumprimentado por alguém que entende um pouco mais essa sensação.
Abraco
Vou fazer um resumo dos últimos 3 dias de viagem. Estamos nesse momento em Humaitá, desistimos de pegar a balsa e voltamos rodando. Mas voltando ao resumo...
Terça feira foi dia de manutenção e de descanso .Realizado troca de óleos,filtros e engraxamento.Quanto a manutenção , tivemos as seguintes intercorrências:
Defender 110 – Alex
Troca da válvula termostática.
Diferencial traseiro, que estava babando óleo, foi aberto siliconado e trocado o óleo.
Quebra e troca do amortecedor traseiro esquerdo.
Defender 90 – Dr. Camacho
Vazamento pelo retentor do motor.
Troca do filtro de Combustível.
Defender 90 Murcilha – Walter
Troca do filtro de combustível.
Mal contato do conector do arranque, não queria ligar, mas depois de um apertãozinho, tudo normal.
Como choveu muito desde que chegamos em Manaus, decidimos retornar pela BR-319. Apesar de ser muito cansativa,pensamos que mais valeria um dia ruim dentro do jipe, do que ficar preso dentro de uma balsa.
Na segunda feira a noite, fomos convidados a participar da reunião do Jeep Clube de Manaus- MAO, fomos muito bem recebidos por todos. Agradecimentos em especial ao presidente Dr. Herbert Lima e aos demais que em muito contribuíram para a nossa expedição, Cleomano, Francisco, Alfredo, Wotton, Tony e os demais.
Conhecemos também na janta, o Rodrigo e a sua esposa que recém chegaram em Manaus, um casal nota 10 que decidiram se mudar de Campinas para Manaus.Vieram rodando com uma Nissan Frontier trazendo junto três cachorros na caçamba. Desejamos toda felicidade ao bebê que começou cedo no off-road e acompanhou os pais na barriga da mamãe.
Na terça feira de manhã decidimos retornar por estrada, saímos de Manaus às 13h, e fomos até a balsa do rio Igapó-Açu, onde pernoitamos. Ficamos hospedados na pousada Beira Rio, a simplicidade da pousada é compensada facilmente com a hospitalidade e o peixinho da Dona Mocinha.O gerador de luz funciona até às 10h da noite e depois disso é muito agradável escutar todo a "sinfonia" da mata que circunda o local.(fotos em anexo do local)
O retorno foi tranquilo, já sabiamos o que esperar e aproveitamos para brincar um pouquinho nos desvios de pontes. Encontramos no caminho o pessoal muito gente boa do jeep clube de Roraima, que parou para trocarmos umas idéias e ainda nos convidaram para conhecer Roraima e a famosa Serra do Sol.
Chegamos em Humaitá no ínicio da noite, e amanhã seguimos em direçao à Transamazônica até Jacareacanga.
Nesses dias de descanso, sobrou tempo para ficar pensando em como chegamos até aqui. O melhor de tudo nesses dias, foi curtir e aproximar essa relação de pai, filhos e irmãos. Acampando, cozinhando, rindo, contando histórias, relembrando outras. Apesar de trabalharmos juntos, cada um acaba tendo sua vida, família e afazeres que acabam nos privando desses momentos. Acabamos tendo de volta esses momentos na direção de um jipe, um Land Defender.
Acho que nem em meus melhores pensamentos, imaginaria um dia estar com meu pai e meu irmão no meio da Amazônia de jipe, procurando lama. Lembranças de infância quando meu pai ia ao sítio, na época o acesso era difícil e íamos em uma F-75 com carroceria boiadeira para lá, eramos em cinco dentro daquela cabine e volta e meia tinhamos que ir a pé chamar o trator... Que eu também possa proporcionar aos meus filhos tantas histórias e memórias boas de infância, e quem sabe em um dia próximo ter eles juntos, em viagens inesquecíveis como esta.
Quando criança, já tinha nascido com a sementinha plantada, eu gostava muito de ver o filme Os Deuses devem estar loucos so para ver o meu astro principal, um Serie I. Aos 12 anos de idade, em uma viagem para Curitiba, meu pai me presenteou com um livro sobre jipes que ele achou numa livraria que tinha o título de Aventuras no Camel Trophy – Dois brasileiros no inferno de Bornéu, não foram poucas as vezes que eu li o livro, e dali pra frente se fixou a idéia de ter um Land Rover.
Ter um Defender vai além da compreensão, não é nada racional, é sobretudo emocional. Já tive paixão e ódio. Já tive alguns momentos de estar decidido a desistir do Defender e comprar outro 4x4, como uma quase indestrutível Toyota por exemplo. Cheguei a andar com Wrangler, Troller, Hilux,Pajerinho e me falaram de potência, tecnologia etc... mas nenhum deles conseguia trazer de volta aquela sensação de dirigir um Defender. O Toyota Bandeirante que me trazia um pouco disso, mas mesmo assim faltavam “sensações”.
O Defender tinha se tornado,sem eu perceber, um hobbye, uma diversão, uma preocupação, um estilo de vida, meu psicanalista, e então tive que aceitar que não dava mais para ficar longe.
Antes de ter o Defender, acho que eu nem sabia que existia bomba de vácuo, nunca havia dirigido qualquer veículo, olhando mais para o relógio de temperatura do que o velocímetro ou achar quase que normal entrar água pelo teto. Nunca tinha desmontado todo um interior de um veiculo para ficar “ vedando” falhas (buracos), abrindo painel para colocar um rele, passar noites trocando parafusos oxidados das portas e capô,ou navegar pela internet, por toda Inglaterra, procurando peças e acessórios. Ficar lendo nas horas de lazer os manuais workshop sobre o Defender ou passar, literalmente, horas conversando com outros proprietários sobre histórias e/ou dicas. Sentir um estranho desconforto em ver um Defender ou um Série jogado em um depósito ou em péssimas condicões. Convencer a companheira a viajar de jipe e deixar o automóvel na garagem, mesmo sendo este mais rápido, mais silêncioso e mais confortável. Tudo isso resumido com o prazer de estar na estrada dirigindo com o bração pra fora e o sorriso de guri novo com o brinquedo, e ver de longe outro Defender e com um singelo sinal de luz, ser cumprimentado por alguém que entende um pouco mais essa sensação.
Abraco
Buenas Parceiros....
ResponderExcluirParabéns pela viajem... nada como fazer novos amigos no meio off road.. na outra ponta do país.. parabéns por levar o nome do clube as extremidades do Brasil.. sem contar em estar a bordo de uma Defender.. parabéns walter pelas palavras Landeiras....
Não deixando de Lhes desejar um feliz natal, que essa data lhes tragam muita paz... Felicidades eu sei que voces já estão sentindo... nada como unir o esporte preferido com a alegria da família...
abraço
Bertoldi da Land
Cara, adorei o post! Bacana a união, os laços familiares reforçados.
ResponderExcluirE no que precisar, é só chamar!