quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

16/12 Tangará da Serra a Machadinho d´Oeste

Buenas a todos,

O dia começou cedo, 5 horas da manhã quando partimos em direção a Machadinho, seriam mais de 1000 kms. Pra espantar o sono da noite anterior curta, tive a ajuda da voz estridente da Janis Joplin no volume máximo.´Tinhamos pela frente o primeiro pedágio índigena, a estrada de chão que ligava a MT235 é cortada por uma aldeia índigena, ao chegar no local diminuímos mas ningúem apareceu, os "funcionários" da concessionária indígena não trabalham tão cedo, passamos por lá um pouco antes das 7 da manhã.

Plantações imensas de soja , acompanhavam dos dois lados da estrada. A primeira parada para o café da manhã foi em Sapezal. Os postos de abastecimento cada vez mais distantes um do outro e quando aparecem, geralmente são postos sem bandeira e com combustível de origem duvidosa. Tive que parar num desses postos por estar na reserva de conbustível,foi colocado uns 7 litros o suficiente para chegar em Ji-Paraná que estava uns 50 km de distância. Depois de uns 15 kms, o Land começou dar umas "falhadinhas", paramos e drenamos o diesel que chagava a feder, trocamos filtro e pegamos um pouco do diesel que estava no bagageiro do Alex. Tudo resolvido e depois do susto, voltou a trabalhar redondo. Chegamos em um posto Shell em Ji-Parana,para abastecer e resolvemos encher todos os tanques extras reservas. Abri o filtro de novo e o sedimentador e nisto veio um senhor oferecer ajuda, ele é proprietário de uma pequena empresa que tem plataformas, e me contou que este tipo de situação é muito frequente na região, inclusive estava indo buscar uma Mitsubishi Triton que tinha abastecido com diesel duvidoso e tinha ficado na estrada. Depois dessa me desanimou e muito a vontade de ter um Land com motor eletrônico,o "The go anywhere vehicle" fica limitado. Quando estavamos de saída do posto, o Alex notou que o diferencial traseiro dele estava todo melado. Quando ele foi conferir o nível, um líquido que parecia água barrenta saiu, parecia lama mesmo. O diferencial foi todo drenado, limpeza e completado. Resolvido essas intercorrências, estrada de novo. Ainda tinhamos 270km pela frente e logo a chuva veio e com força, o impressionante é o volume de água que cai, água acumulando na pista, limpador do jipe não dava conta de tanta água e tivemos que encostar e esperar diminuir a chuva. Chegamos em Machadinho com tranquilidade, uma estrada sem movimento qualquer e com asfalto novinho.

Amanhã começa o trajeto no meio da Amazônia, em direção a Humaitá pela estrada do Estanho, que está fechada para veículos maiores desde o final de Outubro, pelo ínicio da temporada das chuvas. Todos cansados e querendo dormir. Hoje sem fotos pq esqueci a máquina no jipe, e sem forças para ir buscar.Vou dormir.

abraços,

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