quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

30/12 - Cuiabá - Poconé - Rondonópolis

   O dia em Cuiabá foi para fazer a revisão das viaturas. Na minha foi trocado o retentor do pinhão do diferencial traseiro, engraxado cruzetas e travado o miolo viscoso da hélice do motor. Na do pai foram trocadas as mangueiras do ar quente, por sinal foi bem difícil pra encontrar. Na do Jr engraxado cruzetas e trocado fusível de 100 A.
   Depois de toda essa função , saímos de Cuiabá por volta das 17 hs com destino Poconé. Dormimos em Poconé para hoje bem cedinho sair para fazer a Transpantaneira e seguir até onde a gente conseguisse. Foí ai que aconteceu a maior decepção dessa expedição. O plano era sair de Poconé, ir até Porto Jofre e de lá sentido Aquidauana até onde conseguissemos. No dia anterior em Cuiabá conversamos com muitas pessoas para sondar como estava a Transpantaneira e tudo certo. Quando chegamos em Porto Jofre encontramos o rio, o que já era esperado. Só não era esperado não ter balsa e tampouco estrada para seguir adiante. Achamos uns moradores locais e falaram que para cruzar o rio, era necessário pedir autorização para o dono da fazenda do outro lado. Caso ele autorizasse, pegariam a balsa para levar a gente pro outro lado e poderíamos cruzar a fazenda. Detalhe: o dono é um americano e estava em Nova York. Se conseguíssemos autorização dele, poderíamos cruzar a fazendinha dele de 17 mil hectares... pelas contas dos funcionários do Hotel Porto Jofre, iríamos levar pelo menos uns dois dias para chegar em Coxim. Resolvemos fazer novamente os 140 kms para Poconé, voltar para cuiabá e fazer o mesmo caminho que usamos para chegar em Cuiabá.
   Chegando em Cuiabá escutei um barulho na parte de baixo da minha Land. Essa foi fácil de resolver, foi só aumentar o volume do rádio bem alto... Porém, depois de uns 50 km começou a vibrar a viatura, aí não teve jeito, paramos numa rampa e achamos o problema, cruzeta do cardã dianteiro. Sempre que saímos para viajar, aparece aquela sensação de que esquecemos algo. Até então não tínhamos descoberto o que era. Cheguei até a pedir pro Seu Polenguinho , ia dar os 3 pulinhos e tudo mais , mas nada de achar as benditas cruzetas. Resolvemos então tirar o cardã dianteiro e seguir viagem.
   Depois de uns 10 km nova orquestra embaixo da Land. Agora era a cruzeta  do cardã traseiro. Apenas engraxamos ela e tocamos mais os 110 km restantes. Amanhã vamos ver o que faremos, não sabemos se vão abrir as lojas amanhã. Caso não abrirem vamos dar o famoso jeitinho pra seguir viagem.



tirando o cardã dianteiro

conferindo a cruzeta ruim



cochilada na estrada




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vendo se vai chover


  Esqueci de contar dos jipeiros de araque que encontramos em Poconé. Quando voltamos da Transpantaneira paramos no primeiro posto para abastecer. Logo em seguida chegou um grupo de 5 jipes, tinham Trollers e Pajero Sport. Muito educado, o cara que estava de zequinha do Troller ( a mulher dele que estava dirigindo ) desceu e sem dizer um oi ou um boa tarde, foi perguntando: - Onde tem lugar pra comer por aqui? Aí o Jr disse que não sabia. Sem ninguém perguntar nada, ele foi dizendo que estavam indo pra Porto Jofre e que não tinha estrada ruim pra eles, pois eram jipeiros!!!   Coitado dele, depois que vi que o Troller deles tinha farol de Xenon e tela de Dvd percebi que muito provavelmente ele não sabia nem onde fica a roda livre do jipe dele. O negócio dele é comprar um carro, rebaixar, colocar rodona, sonzão, neons e ir para um posto abrir o porta mala para ficar parado do lado do carro com o som bem alto. Acho que assim ele seria feliz. Deixa ele encontrar com o Seu Limão um dia que ele vai aprender a se comportar rapidinho!
   Bom pessoal, acho que foi isso. Estamos voltando pra casa. A saudade já está grande, o Chicão está me ligando todo dia! Amanhã provavelmente iremos até Marília ou alguma cidade próxima.

Grande abraço à todos!!

Alex  

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